Escalada, Identidade e Missão

Tema: Escalada, Identidade e Missão.
Lema: Alpinista Missionário: buscar a santidade, defender a vida.


No caminho feito a partir dos 30 anos do Movimento Escalada, uma palavra recebeu força e acolhida: refundação. Não existe o desejo de uma nova fundação, visto que já somos infinitamente gratos a Deus por ter, através de Gília, fundado o Movimento como ele é. Aqui falamos, justamente, em retorno à origem, valorização do que é essencial no nosso ser Escalada.
O tema para todo o Movimento em 2011 diz respeito a essa nossa identidade. É, na verdade, um desdobramento do Ser Pessoa em Clima de Oração, nosso carisma, e da nossa ação, ser missionário.
Escalada, Identidade e Missão quer nos alertar para um aprofundamento do que somos e de como somos. Quando falamos de identidade estamos nos reportando ao que somos; quando falamos de missão, ao como somos, ao que fazemos.
Ser e fazer não são dimensões opostas da existência do Escalada, mas complementares. Somos pessoas em clima de oração e fazemos missão através do nosso encontro, especialmente, e de todas as outras atividades dele decorrentes.
O lema nos ajuda a tocar esse projeto.
Sendo missionários, buscamos a santidade. Buscar a santidade não deve ser vista aqui como uma utopia distante.  A santidade não é proposta para poucos e, se poucos a buscam, o mundo vai perdendo a sua vocação original de felicidade para todos.
As misérias humanas são fruto de uma não-santidade que provém do poder que sempre buscamos ter, do não olhar para baixo quando estamos no topo de nossas vitórias e deixamos que o nosso coração se abra para a amargura e para a soberba. De achar que o mundo gravita em torno do nosso umbigo, e de que as pessoas sempre dependerão de nós e nunca nós delas.
Do que acabamos de ler podemos deduzir que não buscar a santidade equivale a não desejar Ser Pessoa, como sempre compreendemos no Escalada.
A matemática é simples: ser santo é igual a Ser Pessoa. Nada mais ou tudo isso.
Esta busca do ser pessoa/santidade só é possível quando, firmes na fé, nos enraizamos em Cristo e vivemos dos sacramentos, da oração diária com a Palavra de Deus e da vivência comunitária que, para nós alpinistas, se revela através das atividades propostas pelo Movimento.
Sendo missionários também defendemos a vida. Não podemos conceber um missionário cristão, alpinista, pessoa em clima de oração que busca a santidade que não defenda a vida da gestação ao fim natural, como nos lembrou o Papa Bento XVI na sua visita ao Brasil.
Defender a vida da pessoa humana significa ter uma posição firme contra o aborto, a eutanásia e a pena de morte e todas as outras formas de violação da dignidade humana como a exploração sexual, o prazer pelo prazer e a manipulação do homem pelo homem. Defender a vida tem repercussão numa postura ambientalmente responsável e ecologicamente consequente. Defender a vida tem repercussões políticas e conseqüências sociais, na participação da vida pública, através de associações, sindicatos, ONG’s e até partidos.
Defender a vida redunda em sair do casulo confortável de uma fé sem compromisso com o real e se lançar, de verdade, nas lutas por paz e justiça.
Como podemos ver o tema e o lema anual de 2011 são profundos e exigentes. Nasceu das reflexões de vários núcleos do Movimento Escalada e quer gerar uma grande mobilização entre nós para que, renovando o nosso ser escalada, nos lancemos com ardor para dar respostas às perguntas de felicidade feitas pelo mundo.

Padre Mané
(Orientador Espiritual do Movimento Escalada)

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